A Igreja é a coluna (mestra) e sustentáculo (preservadora) da verdade – 1º Tim 3,15

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É importante falar de Deus, das coisas de Deus, sem tirar os pés do mundo, pois estamos nele, embora que não sejamos dele. O Viver em Deus, fala de Deus, dos fatos da Igreja, do meio cristão católico. O Viver em Deus não é fechado em si mesmo, portanto faz também a apresentação de obras de outros sites católicos, o que, aqui, mais se evidencia, no intuito da divulgação e conhecimento dos mesmos. UM BLOG A SERVIÇO DA IGREJA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Sejam todos bem - vindos!

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Quando neste blog é falado, apresentado algo em defesa da Igreja, contra o protestantismo, é feito com um fundo de tristeza ao ver que existem "cristãos" que se levantam contra a única Igreja edificada pelo Senhor Jesus no mundo. Bom seria se isto não existisse, a grande divisão cristã. Mas os filhos da Igreja têm que defendê-la.

Saibam, irmãos(ãs), que o protestantismo, tendo que se sustentar, se manter, se justificar, terá que ser sempre contra a Igreja católica (do contrário não teria mais razão de sê-lo) ainda que seja pela farsa, forjar documentos, aumentar e destorcer fatos (os que são os mais difíceis para se comprovar o contrário pelos cientistas católicos, pois trata-se de algo real, mas modificado, alterado para proveito próprio.) E tentarão sempre atingir a Igreja na sua base: mentiras contra o primado de São Pedro, contra o Papa e sua autoridade, contra o Vaticano, contra a sua legitimidade, e outros tantos absurdos. São, graças a Deus, muitos sites católicos que derrubam (refutam) estas mentiras, provando o seu contrário, bastando portanto se fazer uma pesquisa séria, por exemplo, com o tema: cai a farsa protestante, refutando o protestantismo, etc. O Espírito Santo jamais abandona sua Igreja. Que saibamos, por este Espírito, amar aos protestantes que não participam destas ações malignas, e aos que se incumbem destas ações, os inimigos da Igreja, que saibamos, ainda que não consigamos amá-los o bastante, ao menos respeitá-los em sua situação crítica perante Jesus e desejar a eles a conversão e a Salvação de Nosso Senhor Jesus. "Se soubéssemos verdadeiramente o que é o inferno, não o desejaríamos ao pior inimigo".

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Notas Importantes

*O marcador “IDOLATRIA”, na seção TEMAS, abaixo, à esquerda, assim está exposto com a função de desmentir as acusações de idólatras aos católicos, outras vezes também denunciando que estes próprios acusadores cometem a idolatria ao dinheiro, entre outras.

*Os anúncios que aparecem neste blog podem porventura não serem compatíveis com a doutrina católica, por escaparem da filtragem do sistema. Aconselha-se a quem se incomodar com estes anúncios, atualizar a página do blog até que eles sejam modificados.

*Ao usar o telemóvel escolha a opção “visualizar versão para a web”, localizada abaixo da opção “página inicial” , para que sejam utilizados todos os recursos apresentados na página como vista no computador.

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Tradutor

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A busca de uma experiência com a Divina Misericórdia



Encontro da Divina Misericórdia





Padre Antônio Aguiar
Foto: Paula Dizaró/cancaonova.com


Padre Antônio Aguiar


Devemos buscar uma vida de experiência com a Divina Misericórdia

Nesses dias, temos sido guiados pelas mãos de Maria, Mãe de Deus e também a nossa, ao encontro com a Divina Misericórdia. Ao chegar ao fim deste encontro, somos conclamados a responder a pergunta: “E agora?”. Aprendemos, durante esses dias, que precisamos não só ouvir, mas também experimentar a misericórdia de Deus, para podermos proclamá-la.

Todos sabem a receita de um pão: trigo, água e sal. Mas qual a receita da misericórdia em nossa vida? Estamos prontos, assim como a massa que origina o pão, a sermos trabalhados e moldados para nos tornarmos aquilo que Deus quer de nós?

Viver não é fácil, viver é um desafio, mas é no viver que Deus, na Sua sabedoria e providência, dá-nos oportunidades para que possa nascer, em nosso coração, a misericórdia. Não se aprende a viver a misericórdia sem dificuldades, problemas e tribulações; ela nasce de uma mudança de atitude.

Precisamos aprender a filosofia que diz: “Tudo te favorece quando você não se aborrece e ainda agradece”, pois, se aprendermos, com as dificuldades, a exercitar a misericórdia, a nos permitirmos usufruir dela, logo estamos prontos a não só confiar nela, mas também anunciá-la.

Quando estamos em meio a uma tribulação, a um problema, é difícil acreditar que aquela é uma oportunidade para que nos aproximemos mais de Deus, para que nos aperfeiçoemos e nos tornemos mais santos. Mas só podemos falar de graça, só podemos falar de providência, só temos propriedade para falar de misericórdia, se nos permitirmos ser alcançados pela ação de Deus.

O Senhor nos conhece melhor do que ninguém, Ele sabe das nossas limitações e dos nossos potenciais. As lentes pelas quais devemos enxergar a vida, Aquele a que devemos entregar a direção dos nossos caminhos é Deus.

Entregar nossa vida nas mãos d’Ele, aprendendo a confiar em Sua misericórdia, é a melhor escolha que podemos fazer, pois nenhum sofrimento é para sempre, mas a Misericórdia do Senhor sim.

Leia também:




Transcrito e adaptado por Jonatas Passos


Padre Antônio Aguiar
Sacerdote divulgador da devoção à Divina Misericórdia

Título Original: Divina Misericórdia, um caminho de experiência com Deus


Site: Eventos Canção Nova
Editado por Henrique Guilhon

sábado, 23 de setembro de 2017

Revolução da ternura contra a violência propõe campanha da Pastoral da Criança



CNBB

Dia 06 de outubro, a Pastoral da Criança lança no Brasil a campanha continental “Zero violência, 100% ternura”. Já lançada no Canadá, em Quito, El Salvador e Venezuela, a campanha tem como objetivo despertar pais, cuidadores, jornalistas e igrejas para a redução da violência contra a criança, que segundo Maria das Graças Silva Gervásia, membro da coordenação nacional da Pastoral da Criança, ainda apresenta índices alarmantes. A representante da Pastoral da Criança esteve na CNBB e concedeu uma entrevista ao portal da CNBB sobre a campanha. “Além de lutar pela eliminação de toda forma de violência contra a criança, é necessário investir alto na prevenção”, disse. Acompanhe a íntegra a seguir.

1) Por que a violência contra a criança ainda é tão presente na nossa sociedade e nas famílias? Qual o pior tipo de violência contra a criança?

Infelizmente na nossa sociedade plantamos as sementes da violência nas crianças, quando as punimos por algo que fizeram de errado. Isso vai lhes dar a ideia de que qualquer pessoa que faz algo errado precisa ser punida. E isso vai se tornando um ciclo de desrespeito, de violência. E quem é mais frágil? A criança. Pensamos em muitas formas de violência contra a criança (física, psicológica, sexual, social), mas consideramos que a pior forma ainda é a pobreza, como bem apresenta o neto de Gandhi, líder do movimento pela não violência . Segundo ele, nós somos muito egoístas, quando ignoramos a pobreza, achando que não é da nossa conta. Ainda existe a ideia de que as pessoas são pobres por serem estúpidas, incapazes, e que não há nada a se fazer. E reforça, os outros tipos de violência tendem a ser imediatos e de curta duração. Já a pobreza é algo com o que as pessoas têm que conviver dia e noite

2) Por que é importante eliminar a violência contra a criança?

Todas as pessoas têm um papel a desempenhar nesta causa, prevenindo todas as formas de violência contra as crianças, onde quer que aconteça e independentemente de quem a pratica e investir em programas de prevenção para enfrentar as causas. Se você ensina a criança usando a violência, ela se torna um adulto violento, pois foi isso que aprendeu.

3) Como a presença da Igreja e da sociedade contribui para o fortalecimento das famílias no sentido de evitar a violência contra a criança?

Infelizmente hoje a única interação entre pais e filhos costuma ser quando eles voltam para casa do trabalho e estão tão cansados que mal conseguem dar atenção para as crianças. Nesse sentido, como podemos criar boas crianças, que tenham amor e respeito? E quando na família prevalece o desemprego, a bebida, o que nós como igreja, não somente a católica, mas todas as formas de expressão religiosa, estamos fazendo para estar junto dessa família para fortalecê-la? E a sociedade como um todo, como está presente nessas situações? A comunidade está unida para ajudar a família ou está preparada apenas para denunciar? A denúncia quando necessária, precisa acontecer, mas em última instância, quando esgotadas todas as possibilidades de fortalecer a família. E se alguém toma a iniciativa de ajudar a família, isso afeta de forma positiva toda a comunidade. Como exemplo, as ações das pastorais, os serviços voltados para evitar a violência, reforçando o que pede o Documento de Aparecida – a criança é prioridade absoluta para a Igreja, o Estado, a família, a sociedade.

4) Quais as estratégias podem ser usadas para a criança não perder o vínculo familiar?

Esgotadas todas as possibilidades de fortalecer a família para que a criança permaneça com os seus, há a possibilidade do programa Família Acolhedora, onde a criança não perde a convivência familiar que necessita para o seu desenvolvimento e evita que fique muito tempo em abrigos. Esta é, portanto, encaminhada para parentes que irão abrigá-la ou para famílias voluntárias, que oferecem o mesmo cuidado por um período de um ano e garantem os direitos. E o mais importante é que o objetivo do programa é encaminhar a criança para o convívio com outra família, até que a sua família receba o atendimento e apoio necessários para reassumir a sua responsabilidade. Portanto, há alternativas, só temos que ir buscá-las.

5) Diversas Instituições se uniram para realizar a Campanha “Zero violência, cem por cento Ternura”. Quais são os principais objetivos desta Campanha?

A campanha é um projeto do Programa Centralidad de la Ninẽz (PCN), que envolve além dos três parceiros: a Pastoral da Criança Internacional, A Visão Mundial, o Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam), a Caritas América Latina e Caribe e a Associação Latinoamericana de Educação Radiofônica (ALER). Queremos com a campanha sensibilizar os pais, as mães, professores, líderes religiosos, políticos, comunicadores, enfim todo mundo, para lutar contra este terrível flagelo que é a violência em todas suas manifestações que afetam milhares de crianças em todo o continente americano. E insistimos também que só com uma revolução da ternura, da não violência, que poderemos transitar pelo caminho da solidariedade, da humildade e da fortaleza.

6) Como se dará na prática essa Campanha? Que atividades estão programadas?

Ela acontecerá em várias etapas, iniciando agora em 2017 e indo até 2019. Haverá oficinas sobre criação com ternura com os pais, comunicadores, líderes religiosos; a coleta de 3 milhões de assinaturas pelo pacto de ternura; uma caminhada, pegadas da ternura, passando por todos os países do continente americano; e além disso, será feita muita divulgação nos meios de comunicação.

7) Como cada pessoa que está nos ouvindo pode colaborar com esta Campanha “Zero violência, cem por cento Ternura”?

Primeiramente, se comprometendo com o pacto de ternura, sendo um promotor, uma promotora da ternura com a criança, reconhecendo e sanando sua própria história de violência; cultivando relações de ternura, livres de violência contra as crianças. Enfim, fazer a partir do seu testemunho, outras pessoas se apaixonem pela causa. Necessitamos de todas as pessoas para eliminar a violência contra a criança.


Site: CNBB
Editado por Henrique Guilhon

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Jesus é filho de Deus e também Deus





Pe. Divino Antônio Lopes FP.


Jesus Cristo é Deus. Essa verdade não depende da língua e do veneno que os hereges espalham contra Nosso Senhor.

É estranho que haja cristãos professos que neguem que a DIVINDADE, em qualquer sentido absoluto da palavra, tenha sido reclamada para Cristo ou por Cristo no Novo Testamento.

O Evangelho de São João abre-se com declaração de que “no princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o VERBO ERA DEUS... Por Ele todas as coisas foram feitas... e o VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS” (Jo 1, 1-14).O Papa Paulo VI escreve: "Cremos em Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus. Ele é o Verbo Eterno, nascido do Pai antes de todos os séculos e consubstancial ao Pai, isto é, homoousios to Patri; por Quem foram feitas todas as coisas. E encarnou por obra do Espírito Santo, de Maria Virgem, e Se fez homem: portanto, igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade, completamente um não por confusão da substância (que não pode fazer-se), mas pela unidade da pessoa"(Credo do Povo de Deus, n.º 11), e São João Crisóstomo escreve: "No princípio": "Não significa senão que foi sempre e é eterno (...). Porque se é Deus, como de verdade o é, não há nada antes d'Ele; se é Criador de todas as coisas, então Ele mesmo é o primeiro; se é Dominador e Senhor de tudo, tudo é posterior a Ele: as criaturas e os séculos"(Hom. sobre S. João, 2, 4). Assim como nas palavras de abertura do Gênesis, onde a criação é descrita, nos é dito que todas as coisas devem a sua existência ao Verbo de Deus (Deus disse: Haja a luz; e houve luz), assim também agora nos é dito por São João que esse Verbo de Deus, existente antes que todas as coisas fossem feitas, estava em Deus pela sua própria Personalidade distinta, embora fosse Deus, essencialmente identificado com o próprio Ser da Natureza Divina. E essa Pessoa Viva, prossegue ele dizendo-nos, se fez homem e habitou entre nós nesta terra sob o nome de Jesus Cristo. Esse Verbo de Deus, como perfeita expressão de Deus, como verdadeira imagem de tudo o que Deus é, não poderia ser mais adequadamente descrito do que como Filho de Deus. E foi esse Filho pré existente que se fez homem a fim de redimir o gênero humano do pecado e possibilitar para nós a eterna salvação.

Que o próprio Cristo tinha consciência de ser esse Filho eterno de Deus, isto ele o tornou claro repetidas vezes.

Quando Ele disse aos Judeus: “EU e o PAI SOMOS UM”, eles não deixaram de compreendê-lo. Conheceram que Ele queria dizer “UM ÚNICO SER” com Deus; e apanharam pedras para o apedrejarem, explicando: “Não te apedrejamos por uma boa obra, mas por blasfêmia; porque sendo homem, te fazes Deus” (Jo 10, 30-33). E Ele não os declarou enganados em lhe atribuírem essa pretensão.

Deus é misterioso. Jesus igualmente é misterioso. “Ninguém conhece o filho senão o Pai; nem ninguém conhece o Pai senão o Filho” (Mt 11, 27). Deus é eterno. Jesus igualmente é eterno. “Antes que Abraão fosse”, disse Ele aos Judeus “EU SOU”. E novamente os Judeus apanharam pedras para o apedrejar (Jo *, 58). Na sua prece final pelos seus discípulos, Ele não hesitou em dizer: “E agora glorifica-me, ó Pai, contigo, com aquela glória que eu tinha contigo ANTES QUE O MUNDO FOSSE FEITO” (Jo 17, 5). A expressão “ANTES QUE O MUNDO FOSSE FEITO” significa antes que a criação ocorresse, e antes que começasse a duração sucessiva que nós conhecemos como tempo. Essas palavras não podem ter outro significado senão que, nas eternas condições próprias a Deus, a viva e divina Personalidade de Cristo coexistia com o pai e possuía a mesma glória. Ademais, DEUS é o JUIZ FINAL. JESUS também é esse JUIZ FINAL quando, como “FILHO DO HOMEM”, vier, em toda a sua majestade, decidir a sorte de todo o gênero humano (Mt 25, 31-32). Jesus difere pois, de todos nós por todas as diferenças que existem entre o Criador e a Criatura.

A verdade foi mostrada mui fortemente no incidente, ocorrido após a ressurreição, quando o Apóstolo São Tomé se dirigiu pessoalmente a Cristo com aquelas palavras: “MEU SENHOR E MEU DEUS” (Jo 20, 28). Nos Atos dos Apóstolos é nos citada a cura milagrosa do coxo por Pedro e João. Mas quando o povo, cheio de admiração e de espanto, olhou para eles quase como uns semi-deuses, Pedro foi pronto em negar qualquer direito à admiração deles, desviando-lhes imediatamente a atenção para Cristo. “Vós, homens de Israel”, disse ele, “por que olhais para nós como se pela força ou poder houvéssemos feito este homem andar? O Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó, o Deus de nossos Pais, glorificou seu Filho Jesus” (At 3, 12-13). Deveremos dizer que Cristo, era menos honesto do quer os seus Apóstolos? Impossível. Contudo, longe de repudiar as palavras a Ele dirigidas por São Tomé, “MEU SENHOR, MEU DEUS”, Jesus aceitou-as e aproveitou a ocasião para dizer: “Porque viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”.

São Paulo não tinha dúvida quanto ao que os cristãos deviam crer. Escrevendo aos Romanos, declarou que CRISTO era “DEUS BENDITO ETERNAMENTE” (Rm 9, 5); e a Tito declarou que CRISTO era “NOSSO GRANDE DEUS E SALVADOR” (Tt 2, 13). Aos Filipenses falou de “CRISTO JESUS, QUE, EXISTINDO EM FORMA DE DEUS, NÃO JULGOU USURPAÇÃO O SER IGUAL A DEUS”. (Fl 2, 5-6). E de outra vez, aos Colossenses disse de Cristo: “NELE HABITA CORPORALMENTE TODA A PLENITUDE DA DIVINDADE” (Cl 2, 9).

No último livro do Novo Testamento, o Apocalipse (Revelação), deparamos com estas palavras: “EU SOU O ALFA E O ÔMEGA, O PRINCÍPIO E O FIM, diz O SENHOR DEUS, o qual é, e o qual foi, e o qual será o TODO-PODEROSO” (Ap 1, 8). Estas palavras só podem aplicar-se ao verdadeiro Deus; e 23, 13 torna claro que elas devem ser aplicadas a Cristo.

Há quem pense solapar tudo isto dizendo que Cristo nos disse que seu Pai também é nosso Pai, e que portanto nós somos filhos de Deus, atingindo nele a humanidade a sua mais alta perfeição. E por certo que esses tais pretendem sugerir que Cristo, embora homem perfeito, não passava de homem, mas há algo muito importante a notar nas referências dele a seu Pai em conexão com isto.

Cristo sempre tornou claro que seu Pai tinha um parentesco com Ele totalmente diferente do parentesco para conosco. Ele era o FILHO ÚNICO DE DEUS. Como era que ELE falava de Deus? Sempre como “MEU PAI NO CÉU”, nunca como “NOSSO PAI”. Quando falava aos seus discípulos, dizia: “VOSSO PAI”, mas nunca se classificava com eles. Disse-lhes que orassem assim: “PAI NOSSO”. Mas nunca usou estas palavras como se incluindo a si mesmo com eles. Aos seus discípulos, ELE disse: “SE ALGUÉM ME AMA, MEU PAI O AMARÁ” (Jo 14 23). Ninguém pode enganar-se sobre o fato de haver Jesus usado a expressão “MEU PAI” em referência a si mesmo num sentido inteiramente diferente daquele que poderia aplicar-se a qualquer pessoa neste mundo.

Busca-se então refúgio no fato de tantas vezes referir-se a si mesmo, como o “FILHO DO HOMEM”, e então se argüi que com isso ELE admitiu ser um ente meramente humano como qualquer um de nós.

Ora, sem dúvida, pela Encarnação, o Filho de Deus tornou-se um ente verdadeiramente humano; mas não era somente isso. E, quando aplicava a si mesmo o título de “FILHO DO HOMEM”, fazia-o num sentido muito especial, muito além daquele que poderia aplicar-se a um ser humano comum. Ele tinha em mente a profecia messiânica de Daniel concernente a uma pessoa misteriosa, de aparência exterior como a de ser humano, mas pertencente a uma ordem de realidade, muito mais alta, e vinda “nas nuvens do céu” (Dn 7, 13-14). Assim Cristo declarou que como “Filho do Homem”, Ele tinha o poder sobre-humano de perdoar pecados (Lc 5, 25); era Senhor do Sábado (Mc 2, 28), tinha vindo para redimir os pecadores (Mt 20, 28); e como vimos, é como “Filho do Homem” que Ele virá uma Segunda vez no fim do mundo, Juiz Supremo do gênero humano (Mt 25, 31). Nenhuma dessas expressões é aplicável a alguém que não seja mais do que um ente ordinariamente humano.

Finalmente, falando da necessidade da fé nele, Cristo disse: “Deus não enviou seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que por Ele o mundo pudesse ser salvo. Quem nele crê não é julgado. Mas quem não crê nele já está julgado, porque não crê no nome do Filho Unigênito de Deus” (Jo 3, 17-18). Por certo, esta última expressão põe fim a todas as tentativas de reduzir Cristo ao nosso próprio nível com o argumento de que nós mesmos às vezes somos chamados “Filhos de Deus”. Como “Filho Unigênito de Deus” Cristo é inteiramente único e completamente diferente dos outros, que não podem pretender a filiação em nada mais do que no sentido lato, em razão da sua criação por Deus. Porquanto Cristo não seria o “Filho Unigênito” se o resto de todos nós fôssemos filhos de Deus nesse mesmo sentido.

Título Original: Jesus Cristo é Deus


Site: Soldados Católicos
Editado por Henrique Guilhon

sábado, 16 de setembro de 2017

As chaves para leitura e conhecimento da Bíblia



Cléofas

Primeiro passo para conhecer a Bíblia é ler a própria Bíblia

Você tem Sete Chaves que abrem o seu coração para ler a Bíblia de forma libertadora, agradável e correta. Estas chaves são fáceis de se encontrar, pois elas estão simbolizadas em seu próprio corpo.

Com as “Sete Chaves” você encontra a Palavra de Deus que está na Bíblia e na vida e entenderá melhor o sentido escondido atrás das palavras.

Veja só:

1. Pés: Bem plantados na realidade

Para ler bem a Bíblia é preciso ler bem a vida, conhecer a realidade pessoal, familiar e comunitária do país e do mundo. É preciso conhecer também a realidade na qual viveu o Povo da Bíblia. A Bíblia não caiu do céu prontinha. Ela nasceu das lutas, das alegrias, da esperança e da fé de um povo (Ex 3,7).

2. Olhos: Bem abertos

Um olho deve estar sobre o texto da Bíblia e o outro sobre o texto da vida. O que fala o texto da Bíblia? O que fala o texto da vida? A Palavra de Deus está na Bíblia e está na vida. Precisamos ter olhos para enxergá-la.

3. Ouvidos: Atentos, em alerta

Um ouvido deve escutar o chamado de Deus e o outro escutar o seu irmão.

4. Coração: Livre para amar

Ler a Bíblia com sentimento, com a emoção que o texto provoca. Só quem ama a Deus e ao próximo pode entender o que Deus fala na Bíblia e na vida. Coração pronto para viver em conversão.

5. Boca: Para anunciar e denunciar

Aquilo que os olhos viram, os ouvidos ouviram e o coração sentiu a palavra de Deus e a vida.

6. Cabeça: Para pensar

Usar a inteligência para meditar, estudar e buscar respostas para nossas dúvidas. Ler a Bíblia e ler também outros livros que nos expliquem a Bíblia.

7. Joelhos: Dobrados em oração

Só com muita fé e oração dá para entender a Bíblia e a vida. Pedir o dom da sabedoria ao Espírito Santo para entender a Bíblia.

Regras de ouro para ler a Bíblia

1. Leia-a todos os dias

Quando tiver vontade e quando não tiver também. É como um remédio, com ou sem vontade tomamos porque é necessário.

2. Tenha uma hora marcada para a leitura

Descobrir o melhor período do dia para você e fazer dele a sua hora com Deus.

3. Marque a duração da leitura

O ideal é que seja de 30 a 40 minutos, no mínimo, por dia.

4. Escolha um bom lugar

É bom que se leia no mesmo lugar todos os dias. Deve ser um lugar tranqüilo, silencioso que facilite a concentração e favoreça a criação de um clima de oração. Se, num determinado dia, não se puder fazer o trabalho na hora marcada e no lugar escolhido, não faz mal. Em qualquer lugar e em qualquer hora devemos ler. O importante é que se leia todos os dias.

5. Leia com lápis ou caneta na mão


Sublinhe na sua Bíblia e anote no seu caderno as passagens mais importantes, tudo o que chamar a sua atenção, as coisas que Deus falou ao seu coração de modo especial. Isto facilita encontrar as passagens qua ndo precisar delas.

6. Faça tudo em espírito de oração

Quando se lê a Bíblia faz-se um diálogo com Deus; você escuta, você se sensibiliza, você chora. É um encontro entre duas pessoas que se amam.

“Quando oramos falamos a Deus. Quando lemos as Sagradas Escrituras é Deus quem nos fala.”


Leia também:


Título Original: Sete chaves para ler e conhecer a Bíblia


Site: Cléofas
Editado por Henrique Guilhon